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Crianças são únicas

Este é um post sobre as dificuldades dos docentes nas aulas de inglês, em geral no Brasil todo, a partir de observações e discussões em foruns específicos. Não há nenhuma relação com qualquer escola em particular, e nem com um docente específico, visto que esse é um assunto que se tornou relevante e onipresente em grande parte das salas de aula públicas e privadas.

Ser docente não é tarefa fácil e nunca foi… Quem esperava um mar de rosas e tranquilidade está se desapontando… Dar aula é muito mais do que passar conteúdo… transmitir saber… Estamos em contato com pequenos seres em formação e seria inocente acreditar que o papel de educar é apenas dos pais… Mesmos nós, que estamos em contato com as crianças por míseros 50 minutos por semana podemos fazer alguma diferença para essas crianças que, em 99% dos casos provavelmente, não recebem o afeto que as crianças de famílias como as nossas recebem. Eu, sinceramente, não gosto de enfatizar o negativo e o difícil… Frente à dificuldade, prefiro focar minha energia na busca de novos caminhos e estratégias para contribuir a minha parte no processo educacional. Se ficarmos enfatizando que o governo, que a sociedade, que os professores, que os alunos não colaboram, estamos gastando energia que deveria estar sendo usada para a busca de soluções. A solução também pode vir de dentro de nós, e, muitas vezes, não requer nenhum centavo… nada. Apenas vontade… O resto, as melhorias, podem ser consequência do risco que assumimos em acreditar na nossa capacidade em mudar, mesmo que o começo seja de apenas 1% de mudança.

Não vejo nenhum problema em deixar as crianças manusearem material que supostamente apenas o professor poderia manusear. Assim eu passo a elas a confiança que tenho na capacidade delas em adquirir autonomia no próprio aprendizado. Na verdade, as crianças tem a necessidade de usar e gastar a energia criativa através do toque também, através de um trabalho cinestésico em que acredito piamente.

A geração das crianças sendo educadas a maneira de THE WALL do Pink Floyd já acabou há décadas. Se as crianças berram e gritam durante a aula, algo está errado na dinâmica e no planejamento da aula. Temos que repensar a maneira como nossa aula está sendo ministrada a fim de integrá-los e motivá-los. Não, não é fácil. Mas não é impossível.

Por Dayse Alves Barbosa

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